Plano de Governo de Renan Filho para Alagoas se resume a três páginas e provoca questionamentos
Apesar de reunir 53 propostas, documento dedica poucas linhas a cada compromisso
O plano de governo apresentado por Renan Filho (MDB) para as eleições de 2026 chama atenção pela pouca extensão e pelo baixo nível de detalhamento quando comparado ao documento do adversário JHC (PSDB). Enquanto o programa de Renan se resume a apenas três páginas, com propostas apresentadas de maneira direta e resumida, o plano de JHC possui 53 páginas, incluindo diagnóstico da realidade alagoana, definição de prioridades e explicações sobre parte das medidas previstas para o período de 2027 a 2030.
Apesar de reunir 53 propostas divididas em cinco missões, o documento de Renan dedica, em muitos casos, apenas uma ou poucas linhas a cada compromisso. Entre as medidas estão combater o analfabetismo adulto, criar um programa de residência tecnológica, transformar o Jaraguá em bairro de inovação e ampliar ações voltadas à agricultura familiar. A apresentação enxuta deixa de trazer, para diversas propostas, informações mais aprofundadas sobre metas, critérios de execução, custos ou prazos.
O contraste aparece no “Alagoas Gigante”, de JHC. O documento informa ter sido construído a partir de escutas realizadas durante meses e organiza o programa em sete eixos que contemplam os 102 municípios. Além de listar compromissos, o plano apresenta propostas como regionalização da saúde mental, criação de escolas técnicas estaduais, auditoria dos contratos das concessionárias de água e criação de uma Controladoria Autônoma Anticorrupção. Em infraestrutura, chega a prever que projetos sejam apresentados com informações como território atendido, estágio de desenvolvimento, estimativa de custo, possível fonte de recursos, órgão responsável e prazo indicativo.
A diferença entre os dois documentos reforça o contraste na apresentação das propostas aos eleitores. De um lado, Renan Filho entrega um programa condensado em três páginas; do outro, JHC apresenta um material de 53 páginas, estruturado por áreas, acompanhado de diagnóstico e maior detalhamento das ações. A disparidade pode alimentar questionamentos durante a campanha sobre a profundidade do planejamento apresentado pelo ex-governador para voltar ao comando de Alagoas.