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Polícia

Delegado aponta que criminosos queriam matar outra mulher no lugar de Ana Walesca

A investigação aponta que os criminosos procuravam uma mulher ligada ao tráfico, que teria perdido uma pistola e aproximadamente 200 gramas de cocaína e não conseguido repor os materiais para a facção.

Felipe Pimentel

As forças de segurança de Alagoas detalharam, durante coletiva de imprensa nesta quinta-feira (20), a investigação sobre a morte da advogada Ana Walesca, assassinada na terça-feira (18), na Avenida Cachoeira do Meirim, nas proximidades da comunidade Mocambo, no Benedito Bentes, em Maceió. Ela foi abordada por dois homens e atingida por pelo menos cinco disparos, principalmente no tórax e na cabeça.

Segundo o delegado Igor, um dos envolvidos foi localizado durante as primeiras diligências e levado para a DRACCO, onde teria confessado espontaneamente a participação no crime. De acordo com o depoimento, ele seria o responsável por pilotar a motocicleta usada na ação e teria recebido a ordem para participar do homicídio após uma chamada de vídeo com dois traficantes do Comando Vermelho que estariam no Rio de Janeiro.

A investigação aponta que os criminosos procuravam uma mulher ligada ao tráfico, que teria perdido uma pistola e aproximadamente 200 gramas de cocaína e não conseguido repor os materiais para a facção. A ordem seria executar essa mulher na região do Mocambo. O suspeito relatou que deveria encontrar o segundo envolvido, responsável pelos disparos, para realizar o assassinato.

Ainda segundo a polícia, o suspeito utilizou uma Honda Bros vermelha e cobriu a placa com uma camisa azul para dificultar a identificação por câmeras e radares. A principal linha investigativa aponta que Ana Walesca pode ter sido morta por engano, após os criminosos confundirem a advogada com a mulher que seria o verdadeiro alvo da execução.

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