Maceió inicia construção de plano com metas e ações para fortalecer segurança alimentar e nutricional
O Plamsan é o principal instrumento de planejamento para garantir o direito humano à alimentação adequada no município
Maceió está no processo de construção de seu primeiro Plano Municipal de Segurança Alimentar e Nutricional. E a Câmara Intersecretarial de Segurança Alimentar e Nutricional (Caisan) se reuniu mais uma vez nessa terça(18), para mais uma etapa desse processo. O encontro aconteceu no auditório da Prefeitura de Maceió, reunindo representantes de diversas secretarias e instituições, que vão colaborar com esse projeto.
O Plano Municipal de Segurança Alimentar e Nutricional (Plamsan) é o principal instrumento de planejamento para garantir o direito humano à alimentação adequada no município. Ele definirá metas, diretrizes e ações integradas entre secretarias municipais e a sociedade civil para combater a fome e promover a saúde nutricional no município.
A nutricionista, Isabel Gazzaneo, da Subsecretaria de Segurança Alimentar da Semdes falou da importância dessa união de forças para construção do Plano Municipal de Segurança Alimentar e Nutricional de Maceió. “É um caminho que estamos percorrendo juntos. Estamos definindo como cada um poderá contribuir na construção desse plano e a metodologia para a elaboração de metas. O plano municipal será um marco pois irá estabelecer quais são as políticas, os programas e ações que cada secretaria deve desenvolver para atender a população em vulnerabilidade”, pontuou.
O representante da Embrapa Alimentos e Territórios, Gustavo Porpino, destacou que a construção do Plano Municipal de Segurança Alimentar e Nutricional é muito importante porque permite que o município tenha uma visão ampla de todo o sistema alimentar, desde a produção no campo até o alimento chegar à mesa da população.
“Em Maceió, é estratégico fortalecer a produção de alimentos mais próxima da cidade, por meio da agricultura urbana e periurbana, além de ampliar o acesso a alimentos saudáveis através das feiras de produtores rurais, aproximando quem produz de quem consome. Também é fundamental pensar na educação alimentar e nutricional, especialmente nas escolas, para incentivar hábitos mais saudáveis", disse.
O técnico também falou dos resíduos orgânicos. “E não podemos esquecer o que acontece depois do consumo: os resíduos orgânicos podem ser transformados em compostagem e utilizados em hortas comunitárias e escolares, contribuindo para a produção de novos alimentos. Dessa forma, conseguimos avançar para um sistema alimentar urbano mais sustentável e circular, conectando produção, abastecimento, consumo e reaproveitamento de resíduos. Esse é um caminho importante para promover segurança alimentar, saúde e qualidade de vida para a população de Maceió”, explicou.