Corredor de Memória entre o Centro e Ipioca conecta diferentes paisagens de Maceió
Minuta do Plano Diretor propõe medida que integra referências históricas, culturais e arquitetônicas da cidade
Celebrado nesta segunda-feira (17), o Dia do Patrimônio Cultural reforça a importância da valorização da memória e da preservação dos patrimônios material e imaterial do Brasil. Em referência à data, o Instituto de Pesquisa, Planejamento e Licenciamento Urbano e Ambiental de Maceió (Iplam) destaca o Corredor de Paisagem Cultural 2 (CPC2), uma das propostas de integração territorial previstas na minuta do novo Plano Diretor de Maceió.
A minuta do Plano Diretor estabelece a criação de 3 CPCs (CPC1: Jaraguá-Fernão Velho; CPC2: Centro-Ipioca e CPC3: Centro-Pontal). O objetivo dos corredores é estruturar uma rede de patrimônio cultural e paisagístico capaz de articular as centralidades históricas da cidade aos imóveis e lugares de memória situados nos principais eixos de evolução urbana.
Os corredores conectam as Zonas Especiais de Preservação (ZEPs), áreas reconhecidas por seu valor patrimonial, às Unidades Especiais de Preservação Cultural (UEPs), que correspondem a imóveis e outros elementos específicos de relevância histórica e cultural espalhados pelo território.
De acordo com a coordenadora-geral de Preservação e Gestão de Patrimônio Arquitetônico e Paisagístico do Iplam, Adeciany Souza, a diferenciação entre os corredores não está apenas nos monumentos existentes, mas principalmente no tipo de memória, paisagem e processo de ocupação urbana que cada trecho representa.
“Enquanto o Centro concentra a memória da formação histórica da cidade, Riacho Doce destaca a cultura e os modos de vida tradicionais, Guaxuma, Garça Torta articula patrimônio e litoral, e Ipioca reforça a memória histórica e a relação com a paisagem”, explica.