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Empresa brasileira

Empresa controlada pela Braskem no México pede recuperação judicial após divida de US$ 10 bilhões

A empresa também afirma ter fechado um acordo com credores e outros grupos envolvidos na operação para reduzir a dívida em mais de US$ 920 milhões.

Felipe Pimentel

A Braskem Idesa, joint venture formada pela brasileira Braskem e pelo grupo mexicano Idesa, ligado ao empresário Carlos Slim, entrou com pedido de recuperação judicial nos Estados Unidos. O processo foi protocolado no Tribunal de Falências do Distrito Sul do Texas e informa uma dívida de aproximadamente US$ 10 bilhões, enquanto os ativos da companhia somam cerca de US$ 1 bilhão.

O pedido segue as regras do Chapter 11, mecanismo semelhante à recuperação judicial brasileira, que permite à empresa obter proteção temporária contra cobranças e execuções enquanto negocia uma reorganização financeira. No caso da Braskem Idesa, a previsão é de que a proteção dure entre 60 e 90 dias. A empresa também afirma ter fechado um acordo com credores e outros grupos envolvidos na operação para reduzir a dívida em mais de US$ 920 milhões.

A Braskem atualmente detém 75% da joint venture e deverá continuar como acionista majoritária após a conclusão da reestruturação, embora a participação final ainda não tenha sido definida. A companhia mexicana vinha negociando com credores há meses após enfrentar dificuldades para cumprir compromissos de dívida com vencimentos previstos para 2029 e 2032.

Criada em 2010, a Braskem Idesa opera o projeto Etileno, em Veracruz, voltado à produção de polietileno. A unidade recebeu investimentos de US$ 5,2 bilhões e iniciou a produção em 2016. A empresa enfrentou problemas de liquidez, redução da capacidade operacional e um cenário desfavorável no setor petroquímico, agravado pelo excesso de oferta no mercado.

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