Dino é sorteado relator do terceiro pedido de inquérito contra Lulinha no STF
A defesa sustenta que não há elementos novos que justifiquem a abertura de outro inquérito e afirma que Lulinha permanece à disposição das autoridades para prestar esclarecimentos.
O ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), foi sorteado como relator do pedido da Polícia Federal (PF) para abertura de um terceiro inquérito envolvendo o empresário Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, filho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Caberá ao ministro decidir se autoriza ou não a instauração da nova investigação.
O pedido foi apresentado pela PF em julho. Os outros dois requerimentos relacionados ao caso foram distribuídos ao ministro André Mendonça, responsável pelas investigações da Operação Sem Desconto, que apura fraudes em descontos indevidos de aposentadorias e pensões do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS).
O advogado de Lulinha, Marco Aurélio de Carvalho, confirmou a existência do novo pedido de investigação, mas afirmou que a medida representa uma "pesca probatória". Segundo a defesa, os fatos já foram analisados no âmbito da Operação Sem Desconto, quando os sigilos bancário e fiscal do empresário foram quebrados no início deste ano.
A defesa sustenta que não há elementos novos que justifiquem a abertura de outro inquérito e afirma que Lulinha permanece à disposição das autoridades para prestar esclarecimentos. Até o momento, o STF ainda não decidiu se o terceiro inquérito será instaurado.