Mercado reduz previsão da inflação pela quinta semana seguida e amplia expectativa de queda da Selic
Relatório Focus aponta IPCA de 5,03% em 2026, ainda acima da meta, e prevê novos cortes na taxa básica de juros.
O mercado financeiro voltou a reduzir a projeção para a inflação no Brasil. Segundo o Relatório Focus, divulgado nesta segunda-feira (3) pelo Banco Central, a expectativa para o IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo) em 2026 caiu de 5,3% para 5,03%, registrando a quinta semana consecutiva de queda nas estimativas. Apesar da melhora, a inflação ainda deve encerrar o ano acima do teto da meta estabelecida pelo Conselho Monetário Nacional (CMN), que é de 3%, com margem de tolerância de até 4,5%. A previsão para os preços administrados, como combustíveis e energia elétrica, também recuou, passando de 5% para 4,93%.
As perspectivas para os próximos meses também melhoraram. A estimativa de inflação para julho caiu de 0,20% para 0,08%, enquanto agosto deve registrar uma deflação de 0,17%, impulsionada principalmente pelo desconto do chamado "Bônus de Itaipu" nas contas de energia elétrica. Para os anos seguintes, as projeções permaneceram estáveis: 4,22% em 2027, 3,80% em 2028 e 3,50% em 2029.
O Relatório Focus também revisou as expectativas para a taxa Selic. Agora, o mercado prevê que os juros básicos encerrem 2026 em 13,75% ao ano, abaixo dos atuais 14,25%, indicando uma redução total de 0,5 ponto percentual até dezembro. Para 2027, 2028 e 2029, as projeções seguem em 12%, 10,5% e 10% ao ano, respectivamente. A Selic é o principal instrumento do Banco Central para controlar a inflação, já que juros mais altos ajudam a conter o consumo, enquanto reduções estimulam a atividade econômica.