Logo
Dólar 5,13
Euro 5,84
Nublado Maceió: 24º
Alagoas
Política

“Ganham no cimento e no tijolo”: JHC reage a operação contra gestão de primo de Renanzinho e sobrinho de Renan Calheiros em Murici

Além das buscas, a Justiça determinou o sequestro de bens e valores que somam R$ 1.301.762,59 e o afastamento cautelar de servidores públicos investigados.

Redação Agora Alagoas

O ex-prefeito de Maceió e pré-candidato ao Governo de Alagoas, JHC (PL), reagiu nesta terça-feira (28) à deflagração da Operação Delivery, da Polícia Federal, que investiga um suposto esquema de corrupção envolvendo recursos federais destinados à construção e reforma de escolas e quadras esportivas no município de Murici. Em publicação nas redes sociais, JHC direcionou críticas à família Calheiros e afirmou que "Alagoas não aguenta mais essa gente no poder".

"A família Calheiros acordou cedo hoje com a Polícia Federal. A operação mira a gestão do prefeito de Murici, Remi Calheiros, primo de Renanzinho, e investiga desvios de recursos federais para a construção de escolas e quadras. Ganham até em cima do cimento e do tijolo. Não sobra nada. Os Calheiros já podem pedir música no Fantástico: tem investigação na prefeitura, tem no governo do Estado e tem até no governo federal. Alagoas não aguenta mais essa gente no poder. É preciso mudar!", declarou JHC.

A Operação Delivery cumpriu seis mandados de busca e apreensão em Murici e Maceió. Durante a ação, a Polícia Federal apreendeu R$ 123 mil em espécie, além de US$ 1.697, 7.345 euros e 550 libras esterlinas, totalizando cerca de R$ 178 mil quando convertidos. As investigações, conduzidas com apoio da Controladoria-Geral da União em Alagoas (CGU-AL), apontam indícios de pagamento de propina, favorecimento de empresas em licitações e desvio de recursos públicos destinados a obras na área da educação.

Além das buscas, a Justiça determinou o sequestro de bens e valores que somam R$ 1.301.762,59 e o afastamento cautelar de servidores públicos investigados. Segundo a Polícia Federal, a investigação teve início em novembro de 2025, após a prisão em flagrante de um homem que transportava R$ 270 mil em espécie, fato que deu origem às apurações sobre o suposto esquema de corrupção. Até o momento, a PF não divulgou os nomes dos investigados nesta fase da operação.

Leia também
Galeria de Fotos
Receba notícias em seu WhatsApp
Participe da nossa comunidade