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Alagoas
Corrupção

PF aponta esquema de propina em obras públicas de Murici; entenda como funcionava

Arthur Vieira

A Polícia Federal revelou detalhes do suposto esquema de corrupção investigado na Operação Delivery, deflagrada nesta terça-feira (28), que apura o pagamento de propina em contratos de obras públicas no município de Murici, em Alagoas. A ação contou com o apoio da Controladoria-Geral da União em Alagoas (CGU/AL) e resultou no cumprimento de seis mandados de busca e apreensão em Murici e Maceió.

Segundo a investigação, servidores municipais são suspeitos de solicitar e receber vantagens indevidas para favorecer empresas em licitações e contratos voltados à construção e reforma de escolas e quadras esportivas. Em troca da propina, os investigados teriam repassado informações privilegiadas e direcionado processos administrativos para beneficiar determinados empreiteiros.

As apurações tiveram início em novembro de 2025, após a prisão em flagrante de um homem por corrupção ativa. Ele foi abordado transportando R$ 270 mil em espécie, fato que levou os investigadores a identificar indícios de um esquema de pagamento de propinas envolvendo agentes públicos e contratos financiados com recursos federais.

Por decisão da Justiça, os servidores investigados foram afastados de suas funções, além do bloqueio de bens e valores que somam R$ 1,3 milhão. Durante o cumprimento dos mandados, a Polícia Federal apreendeu R$ 123 mil em dinheiro, além de US$ 1.697, 7.345 euros e 550 libras esterlinas, totalizando cerca de R$ 178 mil em valores apreendidos.

Os investigados poderão responder por corrupção ativa, corrupção passiva, peculato e associação criminosa. A Polícia Federal informou que as investigações continuam para identificar outros envolvidos e dimensionar os prejuízos causados aos cofres públicos.

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