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Comida que mata: Ultraprocessados podem ser motivo de 1 em cada 4 mortes cardíacas, diz estudo

Pesquisa do ICO 2026 revela que produtos industrializados podem ter causado até 17,4 mil mortes em um só ano no Canadá

Daniel Oliveira

Um estudo apresentado no Congresso Internacional de Obesidade (ICO 2026), promovido pela Federação Mundial de Obesidade (WOF), associou o consumo de alimentos ultraprocessados ao desenvolvimento de doenças cardiovasculares e a mortes. A pesquisa aponta que esses produtos estiveram relacionados a pelo menos 25% das mortes registradas em um ano no Canadá.

Os dados mostraram que, em 2015, os alimentos ultraprocessados representavam 43% da alimentação diária entre adultos canadenses. O estudo estimou que, em 2019, entre 23% e 38% de acidentes cardiovasculares estavam associados ao consumo desses alimentos. A projeção corresponde a 58.200 a 96.000 novos casos de doenças e de 10.600 a 17.400 mortes relacionadas a essas doenças.

Os pesquisadores também estimaram que uma redução de 50% no consumo de alimentos ultraprocessados poderia ter evitado entre 27.300 e 45.900 novos casos de doenças cardiovasculares e de 5.000 a 8.300 mortes em 2019.

Para elaborar a estimativa, os pesquisadores utilizaram um modelo computacional com dados sobre alimentação e mortalidade da população canadense com mais de 20 anos. Segundo os autores, embora os números possam variar, resultados semelhantes podem ser esperados em outros países de alta renda. A análise levou em consideração informações sobre consumo alimentar e registros de óbitos.

Entre as medidas para reverter a situação citadas no estudo está o exemplo do México, onde um imposto de 10% sobre bebidas açucaradas resultou em uma redução de 6,3% no consumo de alimentos ultraprocessados.

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