"missionária do CV”,investigada por ligação com o Comando Vermelho aparece com fuzil banhado a ouro, diz polícia
Fotos e vídeos apreendidos pela Polícia Civil de Mato Grosso mostram Rhavenna Almeida, investigada na Operação Fariseus, ao lado de integrantes do Comando Vermelho (CV) e segurando um fuzil banhado a ouro em comunidades dominadas pela facção no Rio de Janeiro. O material foi extraído de aparelhos eletrônicos recolhidos durante a operação deflagrada nesta quinta-feira (17).
Segundo a investigação, as imagens reforçam a suspeita de que Rhavenna mantinha uma relação próxima com a organização criminosa, além da atuação em um projeto religioso. A polícia afirma que ela é namorada do foragido Jonas Souza Gonçalves Júnior, conhecido como “Batman”, apontado como integrante do Comando Vermelho.
De acordo com a Polícia Civil, Rhavenna utilizava o projeto Equipe Evangelismo Resgatando Vidas, ligado à igreja onde seus pais são pastores, para se aproximar de presos e integrantes da facção. A investigação aponta que ela também teria auxiliado na comunicação entre criminosos, prestado apoio logístico e realizado viagens frequentes ao Rio de Janeiro para visitar comunidades controladas pelo CV.
Os investigadores também identificaram videochamadas entre a suspeita e lideranças da facção. Em um dos registros, segundo a polícia, um integrante do grupo aparece efetuando disparos de fuzil enquanto conversa com Rhavenna e outros criminosos.
A Operação Fariseus investiga uma família suspeita de usar um projeto religioso como fachada para prestar apoio ao Comando Vermelho. Conforme a Polícia Civil, os investigados facilitavam a comunicação entre presos e integrantes da organização, além de movimentar recursos e oferecer suporte à facção. A investigação também apura um esquema de lavagem de dinheiro, com movimentação de valores por meio de contas de familiares e terceiros para ocultar a origem dos recursos.
Durante a operação, foram cumpridos mandados de prisão e de busca e apreensão. A Justiça também determinou a quebra dos sigilos bancário, telefônico e telemático dos investigados, além de proibir temporariamente a entrada deles em unidades prisionais por meio de projetos religiosos. Conforme o avanço das investigações, os envolvidos poderão responder por crimes como organização criminosa, lavagem de dinheiro, corrupção de menores e tortura.