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Tarifas

Lula recua e pede estudos antes de aplicar reciprocidade ao tarifaço dos Estados Unidos

Postura foi adotada após rejeição do setor produtivo e indica cautela para evitar reflexos nos preços ao consumidor brasileiro

Daniel Oliveira

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) determinou a realização de estudos de impacto antes de aplicar a Lei da Reciprocidade contra os Estados Unidos. A decisão foi tomada com cautela para evitar novas elevações nas tarifas e possíveis reflexos nos preços ao consumidor brasileiro. A medida representa uma reavaliação da estratégia inicialmente prevista pelo governo.

A resposta planejada pelo governo federal à tarifa de 25% previa a adoção da reciprocidade econômica. No entanto, após a rejeição manifestada pelo setor empresarial, o presidente optou por revisar a iniciativa. A expectativa é de que novas análises orientem os próximos passos da administração federal.

O governo brasileiro mantém a expectativa de ampliar a lista de produtos que não serão afetados pela tarifação até a próxima quarta (22). A intenção é incluir máquinas e calçados entre as exceções. As negociações devem ser retomadas no início da próxima semana, sem previsão de contato direto de Lula com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump.

A avaliação do governo é de que todos os mecanismos de negociação precisam ser esgotados antes de uma conversa entre os dois presidentes. Mesmo com o aumento dos custos para parte das exportações brasileiras aos Estados Unidos, a expectativa é de impacto limitado sobre a economia. A manutenção e até a ampliação da lista de produtos isentos deve reduzir os efeitos sobre o crescimento e a balança comercial.

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