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"Trump ameaçou o Brasil caso o processo contra Bolsonaro não fosse interrompido", afirma Ministro do Governo brasileiro

Durante pronunciamento, o chanceler também classificou como "inaceitáveis" as declarações do secretário de Estado norte-americano, Marco Rubio.

Felipe Pimentel

O ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, afirmou nesta quinta-feira (16) que o Brasil não irá "se curvar" às exigências dos Estados Unidos após a confirmação da aplicação de uma tarifa de 25% sobre produtos brasileiros. Durante pronunciamento, o chanceler também classificou como "inaceitáveis" as declarações do secretário de Estado norte-americano, Marco Rubio.

Ao comentar a crise comercial, Mauro Vieira citou o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e defendeu a posição do governo brasileiro nas negociações com os Estados Unidos. Segundo o ministro, o Brasil manterá sua postura diante das medidas adotadas por Washington.

Em nota, o governo federal atribuiu à família Bolsonaro parte da responsabilidade pelo agravamento das relações comerciais, alegando que integrantes da oposição colaboraram com ações que prejudicaram os interesses do país.

O Palácio do Planalto informou ainda que pretende adotar medidas com base na Lei da Reciprocidade, mecanismo que permite ao Brasil impor restrições comerciais em resposta às sanções aplicadas pelos Estados Unidos.

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