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Pix e Desmatamento: veja motivos citados pelos EUA para taxar Brasil

Documento do governo norte-americano afirma que práticas adotadas pelo Brasil prejudicam empresas dos EUA e embasam a cobrança de uma tarifa adicional de 25% sobre importações brasileiras.

Eduarda Silva

O governo dos Estados Unidos anunciou que vai cobrar uma tarifa extra de 25% sobre parte dos produtos importados do Brasil a partir de 22 de julho. A medida foi tomada após uma investigação do Escritório do Representante Comercial dos EUA (USTR), que acusa o Brasil de adotar práticas consideradas injustas e que, segundo o governo norte-americano, prejudicam empresas e exportadores dos Estados Unidos.

Entre os principais pontos apontados pelo USTR está o Pix, sistema de pagamentos criado pelo Banco Central. Para o governo dos EUA, o fato de o serviço ser gratuito dificulta a concorrência de empresas americanas que oferecem meios de pagamento eletrônico. O relatório também critica decisões do Supremo Tribunal Federal (STF) que determinaram a remoção de conteúdos considerados falsos nas redes sociais e aplicaram multas a plataformas digitais que não cumpriram as ordens judiciais.

Outro argumento apresentado pelos Estados Unidos é o desmatamento ilegal, que, segundo o relatório, prejudica a competitividade da indústria madeireira americana. O documento também cita a corrupção no Brasil, com base no Índice de Percepção da Corrupção da Transparência Internacional, afirmando que o país está abaixo dos padrões internacionais no comtibate a esse problema.

Segundo o governo do presidente Donald Trump, a tarifa foi aplicada com base na Seção 301 da Lei de Comércio de 1974, que permite aos Estados Unidos adotar medidas contra países considerados responsáveis por práticas comerciais desleais. A intenção, de acordo com o USTR, é pressionar o Brasil a negociar mudanças nessas políticas.

Apesar da nova tarifa, nem todos os produtos brasileiros serão afetados. A lista de exceções inclui itens como café, mel orgânico, açaí, carne bovina, laranja e terras-raras, que continuarão entrando no mercado norte-americano sem a cobrança adicional.

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