"Geração de imprestáveis": Zema defende corte de benefícios sociais, como Bolsa Família, para quem recusar ofertas de emprego
Pré-candidato do Novo também defendeu exigência de qualificação para beneficiários de programas sociais
Romeu Zema (Novo) afirmou nesta quarta-feira (8) que pretende retirar o benefício de programas sociais de pessoas que recusarem ofertas de emprego caso seja eleito presidente da República. A declaração foi feita durante o evento "Agenda dos Presidenciáveis", promovido pela Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), diante de empresários.
Segundo o governador de Minas Gerais, quem rejeitar duas ou três oportunidades de trabalho deixará de receber o auxílio. Ele também defendeu que beneficiários sem emprego sejam obrigados a concluir o ensino fundamental, o ensino médio ou um curso profissionalizante para continuar recebendo o benefício.
Ao justificar a proposta, Zema afirmou que o objetivo é impedir que o país forme uma "geração de imprestáveis". A declaração foi seguida de aplausos do público presente ao evento.
Durante o encontro, o pré-candidato também voltou a defender a flexibilização da Consolidação das Leis do Trabalho (CLT) e reafirmou que pretende privatizar todas as empresas estatais federais. Segundo ele, os recursos obtidos seriam utilizados para reduzir a dívida pública e ampliar investimentos em infraestrutura.
No fim de junho, Zema já havia defendido mudanças nas regras do Bolsa Família. Na ocasião, afirmou que homens beneficiários deveriam ser obrigados a estudar ou fazer cursos técnicos para permanecer no programa, alegando que muitos deixam de aceitar vagas de emprego porque contam com a segurança do benefício social.