"Sucateamento": Trabalhadores da Casal paralisam atividades e denunciam condições de trabalho inadequadas
Organizada pelo Sindicato dos Urbanitários de Alagoas, ato também aponta "desmonte institucional" na empresa pública estadual
Os trabalhadores da Companhia de Saneamento de Alagoas (Casal) iniciaram, nesta terça-feira (7), uma paralisação de advertência com duração de 48 horas. A mobilização, organizada pelo Sindicato dos Urbanitários de Alagoas, denuncia o que a categoria classifica como "sucateamento" e "desmonte institucional" da empresa, além de manifestar oposição à privatização.
O ato teve início às 8h, com concentração em frente à sede da Casal, no Centro de Maceió. Entre as reivindicações apresentadas estão a manutenção da companhia como empresa pública, melhorias nas condições de trabalho e avanços nas negociações do Acordo Coletivo de Trabalho (ACT), que, segundo o sindicato, permanecem sem progresso.
Esta é a segunda paralisação realizada pelos trabalhadores em menos de duas semanas. A primeira aconteceu em 26 de junho e, conforme informou o sindicato, teve como objetivo alertar a direção da empresa sobre a insatisfação da categoria.
De acordo com os organizadores, a nova mobilização ocorre diante da ausência de avanços nas negociações com a empresa. Eles também apontam as condições enfrentadas pelos trabalhadores como um dos motivos para a realização da paralisação.