Logo
Dólar 5,16
Euro 5,89
Nublado Maceió: 25º
Geral
Defesa

Ministro do STJ indiciado por importunação sexual alega disfunção erétil para se defender de acusação

Marco Buzzi alegou ter "ausência de libido" e "ausência de ejaculação anterógrada" como argumento de que não seria capaz de assediar secretária e jovem de 18 anos

Daniel Oliveira

O ministro afastado do Superior Tribunal de Justiça (STJ), Marco Buzzi, que responde a duas acusações de importunação sexual, apresentou ao Supremo Tribunal Federal (STF) laudos médicos que afirmam que ele tem disfunção erétil. Os documentos foram anexados ao processo com o argumento de ele seria incapaz de cometer os crimes devido à sua condição.

De acordo com os laudos, o ministro apresenta "disfunção erétil de origem multifatorial, ausência de libido, hipogonadismo" e "ausência de ejaculação anterógrada". O documento, datado de 6 de fevereiro de 2026, afirma não haver "respaldo" para a "hipótese de função sexual exacerbada", em razão do "comprometimento da função sexual masculina". O documento também registra histórico de cirurgia de próstata, diabetes, hipertensão e uso contínuo de medicamentos.

A documentação foi utilizada pela defesa para rebater a denúncia apresentada por uma jovem de 18 anos, que acusou o magistrado de tentar agarrá-la três vezes em uma praia de Balneário Camboriú (SC), durante férias com a família dele.

Além desse caso, Marco Buzzi também foi denunciado por uma funcionária terceirizada que atuou como secretária em seu gabinete. As informações sobre os documentos e o conteúdo do processo foram divulgadas pelo portal Metrópoles, que informou ter tido acesso aos laudos apresentados pela defesa.

Receba notícias em seu WhatsApp
Participe da nossa comunidade