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Dona de construtora do Hospital da Criança pagava suposta amante de secretário de Saúde de AL, diz PF

De acordo com a Polícia Federal, os repasses ocorreram entre dezembro de 2023 e agosto de 2024 e totalizaram R$ 369 mil.

Redação Agora Alagoas

Documentos da Operação Estágio IV, da Polícia Federal, colocam a empresa responsável pelas obras do Hospital Metropolitano no centro de uma investigação que apura um suposto esquema de corrupção na Secretaria de Estado da Saúde (Sesau). O material foi obtido com exclusividade pelo Francês News.

Segundo o inquérito, o empresário Luciano Neves Garcia, proprietário da NG Engenharia e Construções Ltda., realizou sete transferências bancárias para Andreia Araújo Cavalcante, apontada pelos investigadores como suposta amante do secretário estadual da Saúde, Gustavo Pontes de Miranda Oliveira.

De acordo com a Polícia Federal, os repasses ocorreram entre dezembro de 2023 e agosto de 2024 e totalizaram R$ 369 mil. As movimentações financeiras são tratadas como um dos principais elementos analisados na investigação.

A PF destaca que os pagamentos foram realizados no mesmo período em que a NG Engenharia executava contratos milionários com a Sesau. Para os investigadores, a coincidência temporal justifica o aprofundamento das apurações para esclarecer a origem dos recursos e a finalidade das transferências.3

O caso:

A Operação Estágio IV foi deflagrada pela Polícia Federal em dezembro de 2025 para investigar um esquema de desvio de quase R$ 100 milhões em recursos públicos destinados à saúde no Estado de Alagoas, incluindo fundos do SUS. A ação aponta crimes de corrupção, peculato e lavagem de capitais. Foram detectados indícios de favorecimento em contratos emergenciais firmados pela Secretaria de Saúde – SESAU, entre 2023 e 2025, com duas empresas, uma fornecedora de material hospitalar e uma construtora. Estas contratações teriam gerado pagamentos de vantagens indevidas aos investigados.

As contratações diretas firmadas pela SESAU somam o montante de quase R$ 100 milhões e boa parte do recurso ainda se encontra em execução.

A investigação apura ainda o desvio de recursos públicos do Sistema Único de Saúde (SUS) por meio de ressarcimento superdimensionado de consultas e procedimentos médicos que não teriam ocorrido, os quais somaram mais de R$ 18 milhões.

Os valores indevidos foram repassados pela Secretaria de Saúde de Alagoas entre setembro de 2023 e agosto de 2025. Apenas em ressarcimento de procedimentos de fisioterapia, foram pagos valores incompatíveis com a capacidade operacional da clínica privada.

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