Influenciador que disse que "pobre não deveria votar" vira alvo de ação e pode pagar R$ 300 mil
Ministério Público de São Paulo aponta possível discriminação social e pede indenização por danos morais coletivos
O influenciador digital Leo Marcondes virou alvo de uma ação civil pública do Ministério Público de São Paulo (MPSP) após afirmar, em um vídeo publicado nas redes sociais, que pessoas pobres não deveriam ter direito ao voto. A Promotoria pede que ele seja condenado ao pagamento de R$ 300 mil por danos morais coletivos.
Segundo o MPSP, a declaração representa uma forma de discriminação social e viola princípios fundamentais da Constituição Federal, como a igualdade entre os cidadãos, a dignidade da pessoa humana e o direito universal ao voto. Para os promotores, excluir pessoas em razão da condição econômica atinge diretamente os pilares do regime democrático.
A ação é resultado de um inquérito civil instaurado após a repercussão do vídeo, divulgado em dezembro de 2025. No conteúdo, o influenciador associa a pobreza à incapacidade de tomar decisões políticas, argumento considerado ofensivo e discriminatório pelo Ministério Público.
Além do pedido de indenização, o órgão busca responsabilizar o influenciador pelos impactos coletivos da publicação. O Ministério Público também solicitou informações à Meta, responsável pelo Instagram, sobre as medidas adotadas em relação ao conteúdo e as políticas da plataforma para combater discursos de ódio e discriminação.
O caso ainda será analisado pela Justiça. Até o momento, não há decisão definitiva sobre o pedido de condenação apresentado pelo Ministério Público.