Logo
Dólar 5,14
Euro 5,88
Nublado Maceió: 24º
TRAGÉDIA

Jovem de 18 anos morre após complicações de cesariana e família denuncia negligência do Hospital da mulher

Hospital nega falhas no atendimento, afirma que paciente recebeu assistência conforme protocolos e se coloca à disposição para prestar esclarecimentos

Eduarda Nascimento

A morte de uma jovem de 18 anos, dias após dar à luz em um hospital público de Maceió, será alvo de investigação após familiares denunciarem supostas falhas na assistência médica. Laila Kamyle morreu no último sábado (20), depois de apresentar complicações decorrentes de uma cesariana. Segundo a família, a jovem desenvolveu uma infecção grave após o parto, precisou passar por uma cirurgia para retirada do útero e permaneceu internada em uma Unidade de Terapia Intensiva (UTI), mas não resistiu.

Em entrevista à TV Pajuçara/RECORD, parentes afirmaram que Laila procurou atendimento médico em três ocasiões antes do parto e alegam que houve negligência durante a assistência prestada após o nascimento do filho, Ravi. No boletim de ocorrência registrado pela família, consta que a jovem sofreu uma hemorragia e teria sido atendida ainda na enfermaria, sem ser encaminhada imediatamente ao centro cirúrgico. Os familiares também afirmam possuir imagens do procedimento e questionam a forma como o atendimento foi conduzido.

"Minha sobrinha ficou totalmente exposta e, mesmo sem ser da área da saúde, eu sabia que aquilo não poderia trazer boas consequências. Infelizmente, o pior aconteceu", relatou a tia da vítima, Kátia. A Secretaria de Estado da Saúde (Sesau), por meio da direção do Hospital da Mulher de Alagoas, negou as acusações de negligência. Em nota, informou que Laila foi internada no dia 11 de junho, submetida à cesariana e que, após apresentar hemorragia, recebeu tratamento conforme os protocolos da Federação Brasileira das Associações de Ginecologia e Obstetrícia (Febrasgo).

Ainda segundo o hospital, a paciente apresentou melhora clínica, recebeu alta médica e permaneceu na unidade apenas para acompanhar o filho, que ficou internado devido ao diagnóstico de citomegalovírus. A unidade afirma que, dias depois, Laila buscou atendimento em um serviço municipal de saúde e retornou posteriormente com quadro de choque séptico. Após ser regulada novamente para o Hospital da Mulher, passou por nova cirurgia e foi internada na UTI, mas apresentou agravamento progressivo do quadro clínico e morreu quatro dias depois.

A direção do hospital informou que se solidariza com a família e destacou que o prontuário médico pode ser solicitado por parentes de primeiro grau, conforme os procedimentos previstos. Enquanto isso, a família pede uma investigação rigorosa para apurar se houve falhas na assistência prestada durante a internação.

Receba notícias em seu WhatsApp
Participe da nossa comunidade