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Flávio nega influência de Eduardo em tarifas contra o Brasil

Senador afirmou que decisão partiu exclusivamente de Donald Trump

Redação Agora Alagoas

O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) saiu em defesa do irmão, o ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP), e afirmou que as tarifas impostas pelos Estados Unidos a produtos brasileiros não podem ser atribuídas à atuação do parlamentar junto ao governo americano. Em entrevista à Jovem Pan News nesta quinta-feira (18), Flávio sustentou que a decisão partiu exclusivamente do presidente Donald Trump e faz parte de uma estratégia adotada também contra diversos outros países.

Segundo o senador, Eduardo Bolsonaro buscou apenas defender a aplicação da Lei Magnitsky contra o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes. Flávio argumentou que o pedido está relacionado a supostas violações de direitos e decisões judiciais que, na avaliação dos aliados do ex-presidente Jair Bolsonaro, extrapolariam os limites da jurisdição brasileira ao atingir empresas e cidadãos americanos.

Durante a entrevista, Flávio também revelou detalhes de um encontro que teve na Casa Branca com Trump, o vice-presidente JD Vance e o secretário de Estado Marco Rubio. De acordo com ele, solicitou que os Estados Unidos classificassem as facções criminosas PCC e Comando Vermelho como organizações terroristas. O senador afirmou ainda que pediu ao governo americano que evitasse ampliar tarifas sobre empresas brasileiras e tivesse “paciência” até uma eventual mudança de governo no Brasil em 2027.

Ao intensificar as críticas ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), Flávio declarou ter enviado uma carta a Marco Rubio pedindo que a administração americana não aumentasse as restrições comerciais contra o Brasil. Para o parlamentar, Lula estaria interessado em transformar uma possível escalada tarifária em instrumento político. “O único no Brasil que quer a tarifa é o Lula”, afirmou o senador, acusando o governo federal de utilizar o tema com objetivos eleitorais e de não defender os interesses das empresas brasileiras.

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