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SAÚDE

FHC faz aniversário hoje sob curatela judicial; Alzheimer avançado o impede de lembrar que foi presidente do Brasil

Decisão judicial foi tomada após laudos e relatos apontarem comprometimento cognitivo causado pelo Alzheimer

Rhuan Leite

A Justiça de São Paulo determinou a curatela do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso após o avanço do Alzheimer comprometer sua capacidade de administrar atos da vida civil. A medida foi adotada com base em avaliações médicas e documentos apresentados pela família, que apontaram um quadro de perda progressiva de memória e discernimento.

Segundo informações do processo, o ex-presidente, de 94 anos, passou a apresentar dificuldades para recordar acontecimentos marcantes de sua trajetória pública e pessoal. Os relatos indicam que o comprometimento cognitivo atingiu um estágio que tornou necessária a adoção de medidas legais para resguardar seus interesses patrimoniais e administrativos.

Com a decisão, o filho de Fernando Henrique, Paulo Henrique Cardoso, foi nomeado curador e ficará responsável por representar o ex-presidente em questões financeiras, patrimoniais e demais atos civis previstos na legislação.

Os documentos anexados ao processo descrevem um quadro compatível com Alzheimer em estágio avançado, caracterizado pela perda gradual da memória e de outras funções cognitivas. A curatela tem como objetivo garantir proteção jurídica ao ex-presidente e evitar prejuízos decorrentes das limitações impostas pela doença.

Fernando Henrique Cardoso governou o Brasil entre 1995 e 2002 e teve como principal marca de sua gestão a implantação do Plano Real, programa econômico responsável pela estabilização da moeda e pelo controle da hiperinflação nos anos 1990. O caso também chama atenção para os impactos do Alzheimer, doença neurodegenerativa que pode comprometer a auto

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