Saiba quem é Jaques Wagner, líder do governo Lula considerado braço do Master no PT da Bahia
A Polícia Federal deflagrou nesta quinta-feira (18), a nona fase da Operação Compliance Zero, onde tem como alvo principal de busca e apreensão o senador Jaques Wagner (PT), que atualmente é líder do governo Lula, e ex-governador da Bahia; além de amigo pessoal e parceiro político do presidente há quase 50 anos. Wagner é pré-candidato à reeleição no Senado Federal neste ano.
Apelidado carinhosamente por Lula como ''galego'', Wagner foi presidente do Sindicato dos Trabalhadores da Indústria Petroquímica (Sindiquímica). Sua ligação inicial com o presidente vem dessa época. Ambos se conheceram em um congresso de petroleiros. Wagner também foi um dos responsáveis pela organização da CUT (Central Única dos Trabalhadores) na Bahia. Seu primeiro cargo eletivo foi conseguido em 1990, quando obteve um mandato como deputado federal, e foi reeleito duas vezes ( em 1994 e 1998). Posteriormente, ocupou o Ministério do Trabalho do Governo Lula (entre janeiro de 2003 e janeiro de 2004) e foi ministro da Secretaria Especial do Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social. Com o escândalo do mensalão em 2005, que ameaçou derrubar o governo Lula, Wagner foi designado Ministro das Relações Institucionais.
Em 2006, foi eleito governador pela primeira vez, em 2006, onde acabou quebrando um ciclo de quatro mandatos seguidos do Partido da Frente Liberal (PFL) à frente da Bahia. Ele chegou ao poder depois de derrotar seu principal concorrente na disputa, o então governador Paulo Souto (PFL), lançado à política pelo senador Antônio Carlos Magalhães (PFL) e que o havia derrotado quatro anos antes. Jaques Wagner também foi ministro da Defesa entre janeiro e outubro de 2015 e , em seguida, assumiu a Casa Civil, onde ocupou o cargo até marco de 2016, ano de segundo mandato da presidente Dilma Rousseff. Ele também chegou a ser Ministro-Chefe do Gabinete Pessoal da Presidência em 2016. Elegeu-se senador no pleito de 2018 e , desde 2023, é o líder do governo na Casa Alta.
O Senador se tornou foco das investigações do caso Master por conta da relação do governo baiano com Augusto Lima, ex-sócio de Daniel Vorcaro teria sido responsável por um programa de crédito consignado no estado, o CredCesta, voltado a servidores estaduais, e teria mantido interlocução com o então governador da Bahia e ex-ministro da Casa Civil Rui Costa e com Jacques Wagner durante o período em que ele era secretário do governo baiano. A empresa da nora de Wagner recebeu pelo menos R$ 11 milhões do Master, esse valor foi pago à empresa BK Fincanceira, que pertence a ela. Em nota publicada, Wagner alega ''não ter conhecimento de nenhuma investigação, uma vez vez que jamais participou de qualquer intermediação ou negociação em favor da empresa citada''. A firma também nega irregularidades e diz que prestou serviços.