PM morre após ex-companheira trocar taça de vinho por desconfiar de veneno
A morte do policial militar José Maria Alexandre da Silva Júnior segue sendo investigada pela Polícia Civil e ganhou um novo desdobramento após declarações da defesa da ex-companheira dele. Segundo os advogados da mulher, ela suspeitou de uma possível tentativa de envenenamento horas antes de o policial passar mal e morrer dentro do apartamento onde estava.
De acordo com a versão apresentada pela defesa, o ex-casal consumia energético durante a madrugada quando a mulher percebeu que as taças utilizadas pelos dois haviam sido trocadas. Como os recipientes possuíam marcações que permitiam identificá-los, ela teria notado a mudança e ficado desconfiada.
Ainda segundo os advogados, a mulher aguardou um momento em que o policial estivesse distraído para recolocar as taças em suas posições originais. A suspeita foi posteriormente relatada às autoridades responsáveis pela investigação.
A defesa também afirmou que o relacionamento entre os dois era marcado por conflitos e que a mulher possuía uma medida protetiva contra o policial por episódios anteriores de violência doméstica. Apesar disso, ele teria ido ao apartamento durante a madrugada e permanecido no local.
Os advogados relataram ainda que houve uma discussão entre os dois, mas sem agressões físicas. Em determinado momento, o policial teria arremessado pela janela o próprio celular e o aparelho da ex-companheira.
Conforme o relato, José Maria começou a apresentar sinais de mal-estar no dia seguinte. O Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) foi acionado, mas o óbito foi constatado no local.
Durante os procedimentos realizados após a morte, foram encontrados entre os pertences do policial uma faca, medicamentos e uma porção de maconha. O material deverá passar por análise no decorrer das investigações.
O caso é tratado pela Polícia Civil como morte a esclarecer. A causa da morte ainda depende da conclusão dos exames periciais, que deverão indicar se houve ou não envenenamento.