Policial que matou colegas de farda em Delmiro Gouveia diz não lembrar do crime, aponta inquérito
O policial civil investigado pela morte dos colegas de farda Yago Gomes Pereira e Denivaldo Jardel Lira Moraes afirmou, durante depoimento, que não se lembra do que aconteceu na noite do crime. Segundo o inquérito concluído pela Polícia Civil, ele declarou apenas recordar que consumiu bebida alcoólica com as vítimas horas antes dos assassinatos.
De acordo com as investigações, os três chegaram a um bar por volta das 18h30 e permaneceram no local até aproximadamente 0h30. Durante esse período, consumiram diferentes tipos de chope, incluindo bebidas com maior teor alcoólico. Comprovantes bancários e outros elementos reunidos pela polícia confirmam a presença do grupo no estabelecimento.
O delegado responsável pelo caso informou que não foram encontrados indícios de premeditação. A perícia realizada nos celulares dos envolvidos não identificou mensagens, ameaças ou qualquer registro que apontasse desentendimentos prévios entre eles. Testemunhas ouvidas também relataram que o clima entre os policiais era de harmonia ao longo da noite.
Ao todo, 18 pessoas prestaram depoimento durante a investigação. Quatro testemunhas afirmaram ter visto o investigado efetuando os disparos contra os colegas de trabalho. Além disso, segundo a polícia, as provas técnicas e testemunhais reunidas ao longo do inquérito apontam para a autoria do crime.
Ainda conforme as investigações, após os homicídios, o policial foi encontrado na residência da companheira. No momento da prisão em flagrante, os agentes relataram que ele apresentava sinais visíveis de embriaguez.
Com a conclusão do inquérito, o investigado foi indiciado por homicídio qualificado. A Polícia Civil entendeu que as vítimas foram surpreendidas, sem possibilidade de reação ou defesa diante dos disparos.
Apesar de alegar não se recordar dos acontecimentos, a versão apresentada pelo policial não alterou a conclusão das investigações, que atribuíram a ele a autoria das mortes.