PF aponta que irmã de Sicário ameaçou expor Vorcaro e citou possível destruição da família
A Polícia Federal identificou mensagens em que Joana Mourão, irmã de Luiz Phillipi Mourão, conhecido como “Sicário”, afirma possuir documentos capazes de comprometer o ex-banqueiro Daniel Vorcaro e sua família. As informações constam em relatório encaminhado ao Supremo Tribunal Federal (STF) e tornado público pelo ministro André Mendonça.
Segundo a investigação, Joana também teria feito ameaças e cobrado auxílio financeiro de pessoas ligadas ao empresário, alegando enfrentar dificuldades econômicas. A PF suspeita que aliados de Vorcaro tentaram negociar benefícios para evitar que ela divulgasse informações consideradas sensíveis.
O relatório integra a apuração que levou à prisão de Henrique Vorcaro, pai de Daniel. O caso será analisado nesta terça-feira (16) pelo STF, que decidirá se mantém a prisão preventiva do investigado.
De acordo com a Polícia Federal, Manoel Mendes Rodrigues, conhecido como “Manolo” e apontado como homem de confiança de Henrique Vorcaro, teria atuado para intermediar tratativas com Joana Mourão. Em uma das conversas interceptadas, ele relata ao empresário uma reunião realizada com Joana e sua mãe em abril.
Nas mensagens, Manolo informa que seriam apresentados contratos e ativos ligados ao grupo para tentar solucionar as demandas da família de Sicário.
Mesmo após as negociações, Joana continuou enviando mensagens consideradas ameaçadoras pelos investigadores. Em uma delas, encaminhada após a prisão de Felipe Vorcaro, primo de Daniel, ela afirma que pretendia levar informações sobre a família à imprensa.
“Já foi o filho, o genro, hoje o sobrinho. No que depender de mim, HV será o próximo”, escreveu. Para a PF, a sigla “HV” faz referência a Henrique Vorcaro.
Os investigadores entendem que as mensagens reforçam a existência de um conflito entre pessoas próximas a Sicário e integrantes da família Vorcaro, além de indicar possíveis tentativas de obstrução e negociação paralela durante as apurações.