O que é rope jumping? Modalidade em que jovem morreu após ser arremessada sem corda
O pioneiro da prática, morreu durante um salto após falha no sistema de cordas
A morte da jovem Maria Eduarda Rodrigues de Freitas, de 21 anos, arremessada sem a corda de segurança durante um salto de rope jumping em Limeira (SP), gerou curiosidade sobre a modalidade, ainda pouco conhecida do grande público. Ela caiu de 40 metros e morreu no local. O caso segue sendo investigado pela Polícia Civil.
Frequentemente confundido com o bungee jump, o rope jumping tem diferenças importantes. Enquanto no bungee jump são usadas cordas elásticas, no rope jumping as cordas têm pouca elasticidade, proporcionando uma sensação mais longa de queda livre antes da desaceleração. A principal diferença é o efeito pêndulo: em vez de uma desaceleração vertical, o participante descreve um movimento pendular após a queda, semelhante a um balanço gigante.
A modalidade surgiu na década de 1990 e é associada ao escalador americano Dan Osman, que passou a realizar saltos com técnicas derivadas da escalada. Aos poucos ganhou adeptos em diversos países, inclusive no Brasil, onde é praticada em pontes, cachoeiras e formações rochosas. O próprio Osman, pioneiro da prática, morreu durante um salto após falha no sistema de cordas. Ele chegou a realizar quedas controladas superiores a 300 metros e era referência mundial nos esportes radicais.
Especialistas orientam que a prática só deve ser realizada por entidades com planejamento técnico rigoroso, com cálculos sobre altura, distância e resistência dos equipamentos e o posicionamento dos mesmos. O sistema precisa ser montado para absorver a energia da queda de forma segura.