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Polícia
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Testemunha vê funcionário retirar câmera do corpo de jovem morta em rope jump

O acidente ocorreu no último sábado (13) em Limeira (SP)

Amanda Cirilo

A câmera que estava com Maria Eduarda Rodrigues de Freitas, arremessada de uma ponte sem a corda de segurança durante uma prática de rope jump em Limeira (SP) no último sábado (13), desapareceu após a queda. Uma testemunha afirmou que o equipamento teria sido retirado do corpo da vítima por um integrante da equipe responsável pela organização no momento em que ela estava caída.

O pedagogo Rafael Goulart descreveu o momento. "A primeira cena que eu lembro de quando vi a menina no chão foi ver um dos funcionários tirando da alça do pescoço, do corpo que já estava no chão, a câmera da GoPro, preocupado com o equipamento ou para querer esconder provas."

A delegada Andrea Danta Levy afirmou que, durante a perícia, a câmera não foi encontrada no local. Ela disse que o equipamento poderia ter escapado da mão da vítima, mesmo que estivesse preso ao pulso, e que ninguém soube informar, durante interrogatório, onde estava o equipamento.

A enfermeira Rayza Gabrieli Dias Delfino, que prestou os primeiros socorros à vítima, contou que a gravação era um serviço cobrado à parte. "Eles cobraram R$ 180 do salto e mais R$ 110 da gravação com a GoPro deles, que eles fornecem. Eles dão uma pulseira amarela que é a da filmagem", disse. Ela ainda informou que, ao chegar à base da ponte, dois integrantes da empresa já estavam no local.

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