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Polícia

"É a terceira morte de Henry", diz pai de vítima após Monique receber perdão judicial

Eduarda Nascimento

O pai de Henry Borel, Leniel Borel, criticou duramente a decisão que concedeu perdão judicial a Monique Medeiros após o julgamento da morte do menino, encerrado na madrugada desta quinta-feira (4). Para ele, o resultado representa uma nova injustiça no caso.

É a terceira morte de Henry”, declarou Leniel ao comentar a sentença que extinguiu a punição da mãe da criança pelo homicídio culposo.

A defesa da acusação informou que pretende recorrer da decisão. Segundo o assistente de acusação Cristiano Medina, houve uma alteração nos quesitos apresentados aos jurados durante a votação, o que teria influenciado diretamente no resultado relacionado a Monique.

De acordo com Medina, antes da reformulação, a mãe de Henry poderia ter sido condenada nos mesmos moldes atribuídos ao ex-vereador Jairinho. A acusação agora busca a anulação da decisão que resultou no perdão judicial.

O promotor Fábio Vieira explicou que a mudança nos quesitos fez com que a acusação de homicídio doloso fosse desclassificada para homicídio culposo, quando não há intenção de matar.

Jairinho foi condenado a 43 anos, 9 meses e 20 dias de prisão pelos crimes de homicídio duplamente qualificado, tortura e coação no curso do processo.

Já Monique Medeiros foi condenada apenas por omissão diante das torturas sofridas por Henry, recebendo pena de 1 ano e 4 meses de detenção, considerada já cumprida pela Justiça. Com isso, a juíza Elizabeth Machado Louro determinou sua soltura.

Para Leniel Borel, a decisão cria um precedente preocupante em casos de violência contra crianças e não faz justiça à memória do filho.

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