Pastor do PSol e delegado do PL batem boca por Flávio e Jair Bolsonaro; veja
Os deputados Pastor Henrique Vieira e Éder Mauro trocaram acusações durante sessão da Comissão de Segurança Pública e Combate ao Narcotráfico da Câmara dos Deputados, realizada na terça-feira (2). O debate ocorreu em meio à discussão sobre a possibilidade de enquadrar o PCC e o Comando Vermelho como organizações terroristas. Durante sua fala, Henrique Vieira afirmou que a família Bolsonaro possui uma relação “histórica, orgânica e próxima com o crime organizado no Rio de Janeiro”, citando homenagens prestadas por Flávio Bolsonaro ao ex-policial Adriano da Nóbrega e a nomeação de familiares dele para o gabinete do senador.
A declaração provocou reação de Éder Mauro, que rebateu as acusações e direcionou críticas ao parlamentar do PSol. “Ouvi o pastor, até gostaria de saber de que seita é. Porque, certamente, pastor evangélico e do bem não deve ser. Cristão, com certeza, muito menos”, afirmou. O deputado também acusou o colega de defender pautas controversas e disse: “Você nunca terá moral para falar da família Bolsonaro”. Em seguida, mencionou o caso da vereadora Marielle Franco ao contestar as críticas feitas aos Bolsonaro.
Ao responder, Henrique Vieira afirmou que o adversário recorreu a ataques pessoais em vez de rebater os argumentos apresentados. “Quando falta inteligência para fazer um bom debate, surge a ofensa”, declarou. O deputado acrescentou que havia feito um debate sobre o que classificou como “relação histórica da família Bolsonaro com as milícias no Rio de Janeiro” e criticou as ofensas direcionadas à sua fé e às suas posições políticas.