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Polícia

Legista descarta acidente doméstico e afirma que Henry Borel sofreu 14 lesões antes de morrer

Eduarda Nascimento

O julgamento da morte do menino Henry Borel ganhou um novo capítulo após o depoimento de um dos peritos responsáveis pela análise do caso. Durante a sessão do Tribunal do Júri, o médico-legista Luiz Carlos Leal Prestes descartou a hipótese de acidente doméstico e afirmou que as lesões encontradas no corpo da criança foram provocadas antes da morte.

Segundo o especialista, Henry apresentava 14 lesões causadas por ações contundentes, além de outros ferimentos compatíveis com tentativas de reanimação realizadas após a criança já estar sem vida. “Essa versão de acidente doméstico é totalmente fantasiosa”, declarou o legista durante o julgamento.

A defesa de Jairo Souza Santos Júnior sustenta que a lesão no fígado que provocou a hemorragia fatal poderia ter sido causada pelas manobras de ressuscitação feitas no hospital. No entanto, o perito rebateu a tese e afirmou que os ferimentos identificados são incompatíveis tanto com procedimentos médicos quanto com uma queda doméstica.

Outro legista ouvido no processo relatou a existência de traumatismos em diferentes regiões da cabeça, além de lesões no tórax e no abdômen. Segundo ele, a hemorragia abdominal foi a causa da morte. Os peritos também afirmaram que Henry já chegou sem vida à unidade de saúde.

O julgamento segue no Rio de Janeiro e tem como réus o ex-vereador Jairo Souza Santos Júnior e a professora Monique Medeiros, acusados pela morte da criança.

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