Logo
Dólar 5,05
Euro 5,86
Nuvens dispersas Maceió: 28º
Alagoas
Alagoas

Verba da educação de Campo Grande e Olho D’Água Grande teria financiado arena de vaquejada privada, aponta Folha

A Folha afirma ter identificado pelo menos R$ 6 milhões em despesas suspeitas ao longo dos últimos cinco anos, com base em extratos bancários, notas fiscais e relatos obtidos nas duas cidades.

Felipe Pimentel

Reportagem da Folha de S.Paulo aponta que recursos do Fundeb, principal mecanismo de financiamento da educação básica, teriam sido utilizados de forma irregular pelas prefeituras de Campo Grande e Olho D’Água Grande, no interior de Alagoas, cidades controladas politicamente pela família Higino. Segundo a apuração, valores destinados à educação foram empregados em despesas como compra de agrotóxicos, manutenção de veículos particulares, peças para tratores e até obras em uma arena privada de vaquejada.

De acordo com a reportagem, enquanto escolas municipais enfrentam problemas de infraestrutura e professores recebem salários congelados desde 2024, milhões de reais do fundo foram destinados a gastos sem relação direta com a educação. A Folha afirma ter identificado pelo menos R$ 6 milhões em despesas suspeitas ao longo dos últimos cinco anos, com base em extratos bancários, notas fiscais e relatos obtidos nas duas cidades.

Entre os casos relatados está a reforma do Parque de Vaquejada Evânio Higino, propriedade da família. A reportagem afirma que materiais utilizados na cobertura da arquibancada foram pagos com recursos do Fundeb das duas prefeituras. O jornal também identificou compras de herbicidas, produtos agropecuários, lonas para silo, pneus e peças de tratores custeadas com verbas destinadas à educação.

A Folha destaca ainda que a família do ex-prefeito Arnaldo Higino mantém influência política nas duas cidades há décadas. O jornal informou que procurou Arnaldo Higino, o prefeito de Campo Grande, Teo Higino, e a prefeita de Olho D’Água Grande, Suzy Higino, além das secretarias municipais, mas não recebeu resposta. O FNDE informou à reportagem que a fiscalização da aplicação dos recursos cabe aos órgãos de controle, enquanto o Tribunal de Contas de Alagoas não se manifestou.

Receba notícias em seu WhatsApp
Participe da nossa comunidade