Flávio Bolsonaro diz que derrotará o PT e promete levar Jair Bolsonaro à rampa do Planalto em 2027
O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), pré-candidato à Presidência da República, afirmou nesta sexta-feira (29) que pretende derrotar o PT nas eleições deste ano e declarou que o ex-presidente Jair Bolsonaro participará da cerimônia de posse caso o grupo político retorne ao Palácio do Planalto em 2027.
Durante evento de lançamento de pré-candidaturas do Partido Liberal (PL), em Curitiba (PR), Flávio disse que uma eventual vitória representaria uma forma de reparar injustiças que, segundo ele, foram cometidas contra aliados políticos e contra seu pai.
“Vamos fazer justiça àqueles que foram perseguidos por esse governo. Vamos fazer justiça também com o meu pai. Ele vai subir aquela rampa junto com a gente em 2027”, afirmou.
No discurso, o senador também projetou o fim do ciclo petista no comando do país. Segundo ele, uma vitória da direita retiraria o PT do protagonismo político nacional.
“Vamos derrotar o PT este ano. A partir de 2027, o partido voltará ao seu lugar e deixará de ser protagonista da política brasileira”, declarou.
Flávio ainda direcionou críticas ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) ao comentar a atuação do governo federal no combate ao crime organizado. Sem apresentar provas, sugeriu que o chefe do Executivo estaria sendo influenciado ou pressionado por organizações criminosas.
As declarações ocorrem poucos dias após o senador se reunir com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, na Casa Branca. Após o encontro, Flávio confirmou ter solicitado ao governo norte-americano a classificação das facções PCC (Primeiro Comando da Capital) e Comando Vermelho como organizações terroristas.
Na quinta-feira (28), o governo dos Estados Unidos anunciou a inclusão dos dois grupos criminosos em sua lista de organizações terroristas. A medida foi criticada pelo governo brasileiro, que vê risco de interferência externa em questões de segurança pública e soberania nacional.
Mais cedo, Lula havia chamado Flávio Bolsonaro de “traidor” por buscar apoio internacional para tratar de temas relacionados à segurança pública brasileira. O presidente também fez referência ao caso envolvendo Fabrício Queiroz, ex-assessor do senador, investigado por movimentações financeiras ligadas ao ex-policial militar Adriano da Nóbrega, apontado por autoridades como integrante de milícia no Rio de Janeiro.