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Farmacêutica que era ligada ao Master atrasa entrega de insulina ao SUS e é cobrada pelo governo

Marianna Carvalho

Registros oficiais relacionados a um dos principais contratos de fornecimento de insulina ao SUS apontam atraso na entrega ao Ministério da Saúde. Ainda faltariam mais de 1,57 milhão de doses para serem entregues, mesmo com o prazo do acordo se aproximando do fim. Esse volume corresponde a cerca de 20% do total previsto no contrato firmado em junho do ano passado.

Por causa do atraso, o Ministério da Saúde notificou a farmacêutica Biomm, que precisou apresentar justificativas. Em comunicado, a pasta afirmou que não há desabastecimento de insulina no sistema público. Já a empresa atribuiu o problema a conflitos na região do Golfo e a restrições internacionais que vêm afetando a cadeia global de fornecimento.

O contrato envolve o Ministério da Saúde e a Fundação Ezequiel Dias (Funed), órgão ligado ao governo de Minas Gerais. A produção não é feita diretamente pela Funed, mas pela Biomm em parceria com a empresa indiana Wockhardt. As três instituições participam de uma Parceria para Desenvolvimento Produtivo (PDP), criada em 2017 para viabilizar a transferência de tecnologia e a fabricação do medicamento.

Durante a vigência do acordo, houve também mudanças na estrutura societária da Biomm. Até abril deste ano, a empresa tinha como principal acionista um fundo de investimentos ligado ao Banco Master, de Daniel Vorcaro. Esse fundo, chamado Cartago FIA, foi posteriormente liquidado em meio a problemas envolvendo a instituição financeira.

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