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Política

Única pesquisa que colocava Renan Filho à frente de JHC é retirada do ar sob suspeita de irregularidades

O desembargador eleitoral Leo Dennisson Bezerra de Almeida deferiu parcialmente o pedido de tutela de urgência e determinou a retirada imediata da pesquisa das plataformas digitais.

Redação Agora Alagoas

A única pesquisa eleitoral divulgada até o momento que apontava o ministro dos Transportes, Renan Filho, à frente do ex-prefeito de Maceió, JHC, na disputa pelo Governo de Alagoas em 2026, foi retirada do ar por decisão da Justiça Eleitoral após suspeitas de irregularidades no levantamento.

Segundo o processo, a pesquisa registrada sob o número AL-09106/2026 teria divulgado percentuais de intenção de voto antes mesmo do encerramento oficial da coleta de dados informado no sistema PesqEle, do Tribunal Superior Eleitoral. Conforme o registro, a coleta teria começado no dia 13 de maio, com divulgação prevista para 18 de maio e término apenas em 24 de maio, utilizando uma amostra declarada de 5 mil entrevistas.

No entanto, conteúdos publicados em redes sociais no dia 20 de maio já mostravam números fechados atribuídos ao Instituto FALPE, o que levantou suspeitas sobre a regularidade do levantamento. A representação aponta que não seria possível verificar se os percentuais divulgados correspondiam à totalidade da amostra registrada ou apenas a uma base parcial de entrevistas, comprometendo a transparência e a auditabilidade da pesquisa.

Na decisão, o desembargador eleitoral Leo Dennisson Bezerra de Almeida deferiu parcialmente o pedido de tutela de urgência e determinou a retirada imediata da pesquisa das plataformas digitais, além de proibir nova divulgação, compartilhamento ou impulsionamento dos resultados até que sejam esclarecidas as inconsistências apontadas. Em caso de descumprimento, foi fixada multa de R$ 10 mil por ato.

O magistrado também determinou que a FALPE Pesquisas apresente, em até 24 horas, toda a documentação técnica relacionada ao levantamento, incluindo questionários aplicados, dados demográficos das áreas pesquisadas, extrato final consolidado e documentos que comprovem a data efetiva de encerramento da coleta. A Justiça ainda alertou que o descumprimento poderá resultar em busca e apreensão de materiais e envio do caso ao Ministério Público Eleitoral para investigação de eventual desobediência judicial.

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