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Alagoas
Combate ao crime

Operação Mute apreende celulares e materiais ilícitos em presídios de Alagoas

Arthur Vieira

A Polícia Penal de Alagoas participou da 11ª fase da Operação Mute, ação nacional coordenada pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP), por meio da Secretaria Nacional de Políticas Penais (Senappen), voltada ao combate da comunicação entre facções criminosas dentro do sistema prisional. A ofensiva foi concluída nessa quinta-feira (21) e ocorreu simultaneamente em 15 estados brasileiros.

Em Alagoas, as ações foram realizadas no Presídio Baldomero Cavalcanti e na Penitenciária de Segurança Máxima, em Maceió, além do Presídio do Agreste, localizado em Girau do Ponciano. O trabalho contou com equipes do Grupamento de Escolta, Remoção e Intervenção Tática (GERIT) e do Grupamento Tático do Interior (GTI), responsáveis por vistorias detalhadas nas celas e áreas internas das unidades.

Durante as inspeções, os policiais penais apreenderam aparelhos celulares, carregadores, chips telefônicos, fones de ouvido, objetos perfurantes artesanais, anotações e porções de substâncias semelhantes a entorpecentes. Segundo a Secretaria de Ressocialização e Inclusão Social (Seris), os materiais estavam escondidos nas celas dos internos.

A pasta destaca que a retirada desses itens é considerada estratégica para enfraquecer organizações criminosas e impedir que ordens e articulações de crimes continuem sendo feitas a partir do interior dos presídios.

“O objetivo da Operação Mute é justamente romper qualquer forma de comunicação ilícita dos detentos com o ambiente externo, fortalecendo a segurança pública e contribuindo para a redução dos índices de violência”, afirmou o secretário executivo de Gestão Penitenciária da Seris, policial penal Carlos Voss.

Desde o início da Operação Mute, em 2023, mais de 7,9 mil celulares já foram apreendidos em unidades prisionais brasileiras. Além do combate ao uso irregular de aparelhos eletrônicos, a ação também mira a entrada de drogas, armas improvisadas e outros materiais proibidos, ampliando o controle dentro do sistema penitenciário.


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