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CASO MÔNICA CAVALCANTE

Justiça suspende júri de acusado de matar esposa em São José da Tapera após recurso da defesa

Eduarda Nascimento

O julgamento de Leandro Pinheiro Barros, acusado de matar a tiros a esposa Mônica Gomes Cavalcante Alves, de 26 anos, foi suspenso e não será mais realizado, por enquanto, em Arapiraca.

A sessão do Tribunal do Júri estava marcada para o dia 18 de agosto, mas foi retirada da pauta após a defesa do réu apresentar um recurso de apelação dentro do processo. A decisão foi publicada no Diário da Justiça Eletrônico desta quinta-feira (21) e assinada pelo juiz Rômulo Vasconcelos de Albuquerque, da 5ª Vara Criminal de Arapiraca.

Com a apresentação do recurso, o processo deixará temporariamente Arapiraca e retornará para a Vara do Único Ofício de São José da Tapera, cidade onde o crime aconteceu e onde o caso começou a tramitar.

Segundo a decisão judicial, o processo havia sido enviado para Arapiraca apenas para a realização do júri popular. Isso ocorreu porque a Justiça determinou o “desaforamento” do caso — mecanismo usado para transferir julgamentos para outra comarca em situações de grande repercussão ou quando há risco de comprometimento da imparcialidade do júri.

O magistrado explicou que a 5ª Vara Criminal de Arapiraca não tem competência para analisar recursos apresentados pela defesa, podendo atuar somente na realização da sessão do Tribunal do Júri.

Com isso, o recurso de apelação será analisado pela comarca de origem, em São José da Tapera. Somente após essa etapa o processo poderá voltar à fase de preparação para um novo julgamento.

Até lá, a sessão do júri permanece cancelada, sem nova data definida pela Justiça.

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