Delegado-geral adjunto da PCAL afirma que vítimas e assassino ingeriram bebida alcoólica antes do crime
A Polícia Civil segue investigando o caso e apura, entre as hipóteses, a possibilidade de um surto psicológico.
O delegado-geral adjunto da Polícia Civil de Alagoas, Eduardo Mero, detalhou nesta quarta-feira (20), durante coletiva de imprensa, novas informações sobre a morte dos agentes Yago Gomes, de 33 anos, e Denivaldo Jardel, de 47, assassinados dentro de uma viatura oficial em Delmiro Gouveia.
Segundo Mero, as duas vítimas e o principal suspeito, um policial civil que integrava a mesma equipe, passaram pela cidade de Piranhas antes do crime. De acordo com o depoimento do suspeito, os três jantaram e ingeriram bebida alcoólica antes de seguirem viagem para Delmiro Gouveia. O policial afirmou que entregou a direção da viatura ao agente Yago Gomes e foi descansar no banco traseiro.
Ainda conforme o relato apresentado pelo delegado, o suspeito alegou não se lembrar de mais nada após esse momento. Segundo Eduardo Mero, ele afirmou que apenas recorda quando já estava fora da viatura, após o crime, tentando se localizar na cidade de Delmiro Gouveia. Em seguida, teria ido até a casa da companheira. “Ele alega que não lembra de absolutamente nada nesse tempo”, explicou o delegado.
"Por volta das 18h30, eles, os três, as duas vítimas e o autor, resolveram parar, ficar em Piranhas para jantar, jantaram e fizeram a ingestão de bebida alcoólica. E o que o autor diz é que ele não se recorda o que aconteceu a partir da saída de Piranhas", colocou o delegado.
A Polícia Civil segue investigando o caso e apura, entre as hipóteses, a possibilidade de um surto psicológico. O suspeito foi preso logo após o crime, enquanto equipes do Instituto de Criminalística (IC) e do Instituto Médico Legal (IML) continuam realizando perícias para esclarecer completamente a dinâmica do duplo homicídio, que causou forte comoção dentro da corporação.