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“A galinha não põe ovo quatro dias por semana, ela põe sete dias”: empresário compara trabalhadores a animais e se põe contra o fim da escala 6x1

O representante da ABPA integrou o governo do ex-presidente Jair Bolsonaro e atualmente atua entre grupos empresariais contrários às propostas de redução da jornada de trabalho.

Felipe Pimentel

O diretor de relações institucionais da Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA), Marcelo Osório, gerou repercussão durante audiência na Câmara dos Deputados ao defender a manutenção da escala 6x1 e comparar a rotina de trabalhadores ao ciclo de produção de galinhas poedeiras. A declaração foi dada durante debate da Comissão Especial que discute mudanças na jornada de trabalho no Brasil.

Ao apresentar a visão do setor empresarial, Osório afirmou que atividades ligadas à produção de carne de frango, suínos e ovos exigem funcionamento contínuo. “A galinha não põe ovo quatro dias por semana, ela põe sete dias”, declarou. O representante da ABPA integrou o governo do ex-presidente Jair Bolsonaro e atualmente atua entre grupos empresariais contrários às propostas de redução da jornada de trabalho.

A fala provocou críticas nas redes sociais e entre defensores do fim da escala 6x1, que apontaram que o funcionamento de uma empresa durante todos os dias da semana não significa que um único trabalhador precise atuar continuamente nesse período. Setores como hospitais, segurança pública e transporte operam 24 horas por dia utilizando escalas e revezamento de funcionários.

Durante a própria audiência, Marcelo Osório reconheceu que grande parte das indústrias do setor já trabalha em escala de cinco dias por semana, mantendo normalmente a produção. O debate sobre o fim da escala 6x1 segue avançando no Congresso Nacional e tem mobilizado trabalhadores, empresários e sindicatos em todo o país.

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