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Caso Henry Borel: Justiça nega pedido da defesa de Dr. Jairinho para adiar julgamento

Arthur Vieira

O Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro negou, nesta segunda-feira (18), o pedido da defesa do ex-vereador Jairo Souza Santos Júnior, conhecido como Dr. Jairinho, para adiar o julgamento sobre a morte do menino Henry Borel. Com a decisão, a sessão do Tribunal do Júri segue mantida para o próximo dia 25 de maio.

A decisão foi assinada pela juíza Elizabeth Machado Louro, da 2ª Vara Criminal da Capital. A defesa solicitava ampliação do acesso às provas digitais, autorização para novas perícias e reanálise de materiais do processo, medidas que poderiam alterar a data do julgamento.

Ao rejeitar o pedido, a magistrada afirmou que o conteúdo extraído dos aparelhos eletrônicos já havia sido disponibilizado às partes antes da marcação da sessão e que a solicitação não poderia servir para reabrir a fase de instrução do processo.

Na decisão, a juíza destacou ainda que as alegações apresentadas pela defesa já haviam sido discutidas anteriormente e estavam relacionadas ao conteúdo de um notebook pertencente ao assistente de acusação e a dados de um aparelho celular Xiaomi, pontos considerados superados pela Justiça.

Dr. Jairinho e a ex-companheira Monique Medeiros, mãe de Henry, respondem por homicídio qualificado e serão julgados pelo Tribunal do Júri, por se tratar de crime doloso contra a vida.

O julgamento havia sido inicialmente marcado para 23 de março, mas foi interrompido após os advogados do ex-vereador deixarem o plenário durante a sessão. Como o réu não pode ser julgado sem representação da defesa, o processo foi remarcado para maio.

A defesa de Dr. Jairinho ainda não se manifestou sobre a nova decisão. O espaço permanece aberto para posicionamento.


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