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Política

Moraes cobra explicações de “Débora do Batom” após falhas em tornozeleira eletrônica

A defesa de Débora afirmou que as falhas ocorreram por problemas técnicos no sistema de monitoramento eletrônico e negou qualquer tentativa de fuga ou descumprimento da prisão domiciliar.

Felipe Pimentel

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, intimou a cabeleireira Débora Rodrigues dos Santos para prestar esclarecimentos sobre períodos sem sinal de GPS registrados em sua tornozeleira eletrônica. Condenada a 14 anos de prisão pelos atos de 8 de janeiro de 2023, ela cumpre prisão domiciliar desde o ano passado.

Segundo os registros apresentados no processo, houve ausência de sinal de monitoramento entre os dias 20 e 26 de abril e novamente entre 27 de abril e 3 de maio. A situação levou Moraes a solicitar explicações formais sobre o funcionamento do equipamento e o cumprimento das medidas cautelares impostas à condenada.

A defesa de Débora afirmou que as falhas ocorreram por problemas técnicos no sistema de monitoramento eletrônico e negou qualquer tentativa de fuga ou descumprimento da prisão domiciliar. Os advogados sustentam que ela permaneceu em casa durante todo o período citado e pediram que a informação seja certificada oficialmente pelas autoridades penitenciárias.

O caso voltou a ganhar repercussão após Alexandre de Moraes suspender a aplicação da chamada Lei da Dosimetria, aprovada pelo Congresso Nacional, que poderia reduzir penas relacionadas aos atos golpistas de 8 de janeiro. A decisão reacendeu debates sobre as condenações dos envolvidos nos ataques às sedes dos Três Poderes em Brasília.

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