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PL avalia afastar Cláudio Castro de palanque após operação da PF

Arthur Vieira

A operação da Polícia Federal deflagrada nesta sexta-feira (15) contra o ex-governador do Rio de Janeiro Cláudio Castro e o empresário Ricardo Magro, controlador da Refit, ampliou a pressão dentro do PL para que Castro abandone de vez os planos de disputar o Senado.

Integrantes da cúpula da sigla avaliam que a permanência do ex-governador no cenário eleitoral pode desgastar o palanque do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) no estado. Nos bastidores, aliados reclamam da insistência de Castro em manter a pré-candidatura mesmo diante de sucessivas investigações envolvendo sua gestão.

Entre os pontos que geram preocupação está o envolvimento do RioPrevidência, fundo previdenciário estadual, em operações com ativos do Banco Master. A suspeita da PF é de que recursos de aposentados e pensionistas teriam sido direcionados para aplicações consideradas de alto risco quando a instituição financeira já estava sob monitoramento do Banco Central.

A avaliação de dirigentes do PL é de que Cláudio Castro deveria recuar antes de ser isolado politicamente pelo próprio campo da direita fluminense.

A situação do ex-governador se agravou após a operação “Sem Refino”, autorizada pelo ministro Alexandre de Moraes, do STF (Supremo Tribunal Federal). A investigação apura suspeitas de lavagem de dinheiro, fraude fiscal, evasão de divisas e ocultação patrimonial envolvendo empresas do setor de combustíveis ligadas ao grupo Refit e ao empresário Ricardo Magro.

Castro já enfrentava desgaste político e jurídico desde março, quando renunciou ao governo durante julgamento no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) que analisava acusações de abuso de poder político e econômico nas eleições de 2022. A Corte decidiu pela inelegibilidade do ex-governador por oito anos.

A decisão alterou os planos eleitorais do grupo bolsonarista no Rio de Janeiro, que via Castro como peça importante na composição da chapa do PL no estado.

Reservadamente, integrantes do partido afirmam que há um esforço interno para impedir que o desgaste envolvendo Cláudio Castro respingue diretamente sobre a imagem do bolsonarismo fluminense. A leitura predominante na legenda é de que o ex-governador está politicamente isolado e sem espaço para sustentar uma candidatura competitiva.


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