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Flávio admite fundo ligado a aliado de Eduardo em filme sobre Bolsonaro

Em entrevista, parlamentar confirmou que recursos destinados para o longa passaram por fundo registrado nos Estados Unidos

Redação Agora Alagoas

O senador Flávio Bolsonaro tentou conter, nesta quinta-feira (14), a repercussão dos áudios divulgados pelo The Intercept Brasil, nos quais cobra pagamentos do banqueiro Daniel Vorcaro para a produção do filme “Dark Horse”, cinebiografia do ex-presidente Jair Bolsonaro. Em entrevista à GloboNews, o parlamentar confirmou que os recursos destinados ao longa passaram por um fundo registrado nos Estados Unidos e administrado por Paulo Calixto, advogado ligado ao deputado licenciado Eduardo Bolsonaro.

Apesar da confirmação, Flávio negou que o dinheiro tivesse relação com a permanência de Eduardo Bolsonaro em território americano. Segundo ele, todos os recursos recebidos foram usados exclusivamente na produção cinematográfica. “Não foi para o Eduardo Bolsonaro. Todos os recursos que foram aportados neste fundo, que é específico para a produção do filme, foram usados integralmente para fazer o filme”, declarou.

De acordo com a reportagem do Intercept, os pagamentos relacionados ao projeto passaram pela empresa Entre Investimentos e Participações e pelo Havengate Development Fund LP, fundo registrado no Texas e representado por Paulo Calixto. Flávio minimizou a participação do aliado do irmão na estrutura financeira do longa e afirmou que a contratação ocorreu por confiança pessoal e experiência jurídica na condução de processos nos Estados Unidos, incluindo o green card de Eduardo.

O senador também justificou as mensagens enviadas a Daniel Vorcaro cobrando repasses financeiros para o filme. Segundo Flávio, sua atuação se limitou à busca de investidores privados para viabilizar a produção sobre o pai. Durante a entrevista, ele afirmou que Jair Bolsonaro estaria sendo alvo de perseguição política e classificou as acusações contra o ex-presidente como parte de uma “farsa”.

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