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Julgamento

Entre incongruências e discursos confusos, acusado de assassinar Ana Clara diz que recebeu proposta de R$ 7 mil e um carro para assumir culpa

Segundo o réu, a oferta teria sido feita por um casal envolvido no caso após todos já estarem presos.

Felipe Pimentel

Durante o julgamento do caso Ana Clara Firmino da Silva, realizado nesta quinta-feira (14), um dos acusados afirmou em plenário que teria recebido uma proposta de R$ 7 mil e um carro para assumir sozinho a culpa pelo assassinato da adolescente de 12 anos.

Segundo o réu, a oferta teria sido feita por um casal envolvido no caso após todos já estarem presos. No entanto, o juiz responsável pelo júri contestou a versão apresentada e destacou que o acusado já havia mencionado a suposta proposta antes mesmo de ser encaminhado ao sistema prisional.

Durante o interrogatório, o promotor José Antônio Malta Marques perguntou ao acusado se ele tinha interesse em Ana Clara. O réu respondeu que não, mas foi imediatamente confrontado pela acusação e pela assistente de acusação, que lembraram declarações anteriores em que ele admitia nutrir interesse pela vítima.

O julgamento segue com a análise dos depoimentos, provas periciais e versões apresentadas pelos envolvidos. O Ministério Público sustenta a tese de feminicídio e aponta que o crime teria sido motivado por rejeição e sentimento de posse. O crime ocorreu na madrugada de 3 de janeiro de 2025, durante as festividades da padroeira de Maravilha. Ana Clara e três amigos estavam próximos a uma creche quando foram interceptados por um veículo prata ocupado pelos três réus.

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