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Operação da PF prende integrantes da chamada “Turma de Vorcaro”

Grupo é investigado por atuar para influenciar apurações ligadas ao Banco Master; pai de Daniel Vorcaro está entre os presos

Arthur Vieira

A Polícia Federal deflagrou nesta quinta-feira (14) a sexta fase da Operação Compliance Zero, que investiga um suposto esquema montado para interferir em apurações relacionadas ao Banco Master. A ação teve como alvo integrantes da chamada “Turma de Vorcaro”, grupo apontado como responsável por monitoramentos clandestinos, intimidações e ataques cibernéticos em favor do ex-banqueiro Daniel Vorcaro.

Por determinação do ministro André Mendonça, do STF, foram cumpridos sete mandados de prisão preventiva e 17 de busca e apreensão. Entre os presos está Henrique Vorcaro, pai de Daniel Vorcaro, acusado de atuar como operador financeiro dos pagamentos feitos ao grupo e de participar da contratação dos serviços prestados pela organização.

Segundo a investigação, três agentes da Polícia Federal integrariam o chamado “braço presencial e policial-informacional” do esquema: Manoel Mendes Rodrigues, Anderson Wander da Silva Lima e Sebastião Monteiro Júnior. Eles são suspeitos de participar de ações de monitoramento, obtenção de dados sigilosos e intimidação de alvos ligados às investigações.

Também foram presos David Henrique Alves, Victor Lima Sedlmaier e Rodrigo Pimenta Franco Avelar Campos. Os três são apontados como integrantes do núcleo tecnológico conhecido como “Os Meninos”, responsável, segundo a PF, por ataques cibernéticos, derrubada de perfis em redes sociais e monitoramento telemático ilegal.

A decisão do STF ainda determinou a inclusão do policial federal aposentado Marilson Roseno da Silva no Sistema Penitenciário Federal. Investigadores apontam que ele exercia papel central na estrutura paralela montada pelo grupo, utilizando experiência e contatos da carreira policial para obtenção de informações sensíveis e atividades de vigilância.

As investigações também identificaram Luiz Phillippi Machado de Moraes Mourão, conhecido como “Felipe Mourão” ou “Sicário”, como um dos principais coordenadores da organização. Segundo a PF, ele atuava no monitoramento de pessoas e levantamento de dados de interesse do grupo. Mourão morreu em março deste ano, após sofrer morte encefálica enquanto estava sob custódia da Polícia Federal.

Outros nomes já citados em fases anteriores da investigação incluem Fabiano Campos Zettel, cunhado de Vorcaro, e Ana Claudia Queiroz de Paiva, ambos suspeitos de financiar e operacionalizar pagamentos ao grupo, além de Paulo Sérgio Neves de Souza, Belline Santana e Leonardo Augusto Furtado Palhares, investigados por supostas ações de monitoramento clandestino.


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