“Nosso governo não defende transição”, diz boulos sobre fim da escala 6x1
Ministro da Secretaria-Geral da Presidência afirma que posição de Lula é pela implementação imediata da escala 5x2
O ministro da Secretaria-Geral da Presidência, Guilherme Boulos, participou, nesta quarta (13), de uma audiência na comissão especial da Câmara que discute o fim da jornada 6x1, onde o trabalhador tem direito a apenas uma folga por semana.
Em entrevista antes da sessão, Boulos afirmou que o governo defende a redução imediata da jornada de trabalho, sem um período de transição para que o setor produtivo se adapte à nova legislação.
"Nosso governo não defende nenhum tipo de transição para estabelecer a escala 5 por 2 e redução de 40 horas semanais (...) É urgente que o trabalhador brasileiro tenha os seus dois dias livres de descanso. Essa é a posição do presidente Lula", declarou.
O ministro ainda explicou que o governo enviou à Câmara um Projeto de Lei (PL) próprio para o fim da escala 6x1, mesmo havendo uma Proposta de Emenda à Constituição (PEC) na casa, para acelerar a discussão e evitar que a proposta seja atrasada propositalmente pela oposição.
Boulos também chamou de "terrorismo patronal" o argumento da oposição, que diz temer um impacto negativo na economia e o aumento do emprego informal. Ele compara o possível efeito da redução de jornada com o aumento do salário mínimo, afirmando que o impacto é semelhante.
"O aumento do salário mínimo no Brasil não levou à informalidade. Ao contrário, nós estamos batendo recorde de emprego formal no país. O estudo do IPEA mostra exatamente que o impacto da redução da jornada de trabalho é semelhante ao impacto do aumento do salário mínimo", argumenta.