Defesa de patroa acusada de torturar grávida aponta possível transtorno mental
Defesa mudou estratégia após conclusão de laudos da Polícia Civil
A defesa de Carolina Sthela Ferreira dos Anjos, de 36 anos, presa suspeita de agredir e torturar a empregada doméstica grávida Samara Regina, de 19 anos, mudou a estratégia jurídica após a conclusão de laudos da Polícia Civil. Segundo o advogado Otoniel D’Oliveira Chagas, a empresária pode apresentar transtornos psicológicos, como borderline ou dupla personalidade, hipótese que, segundo ele, deve ser considerada durante o andamento do processo.
A nova linha de defesa surgiu depois que o Instituto de Criminalística confirmou que os áudios com supostas confissões de agressões atribuídas à empresária são autênticos e pertencem, de fato, a Carolina. Antes do resultado pericial, a suspeita havia negado ser a autora das gravações durante depoimento prestado à polícia.
O caso ganhou ainda mais repercussão após a antiga defesa da empresária abandonar o processo no último domingo (10), alegando ter sofrido ameaças. Enquanto isso, as investigações seguem avançando e a polícia agora aguarda o resultado da perícia realizada em um equipamento de DVR apreendido na residência da suspeita, em Paço do Lumiar.
O aparelho armazenava imagens das câmeras internas da casa e pode se tornar peça-chave para esclarecer as denúncias feitas por Samara Regina. A expectativa é que o material ajude a confirmar se houve, de fato, as agressões e torturas relatadas pela jovem grávida.