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Ciência e Saúde

Cientistas conseguem remover cromossomo ligado à síndrome de Down em teste de laboratório

Novas pesquisas serão necessárias para saber se o método é seguro no futuro

Amanda Cirilo

Cientistas do Japão fizeram uma descoberta que chamou atenção no mundo todo. Pesquisadores da Universidade de Mie conseguiram retirar, em laboratório, o cromossomo extra que causa a síndrome de Down em células humanas.

O trabalho foi feito usando uma tecnologia chamada CRISPR, usada para fazer mudanças no DNA. Os pesquisadores identificaram a cópia extra do cromossomo 21 e conseguiram removê-la durante os testes.

Depois da mudança, as células passaram a funcionar de forma mais próxima do normal, com melhora na produção de energia e menos sinais de desgaste.

Mesmo assim, os cientistas explicam que o estudo ainda está em fase inicial. Os testes foram feitos apenas em laboratório e ainda não podem ser usados em pessoas. Novas pesquisas serão necessárias para saber se o método é seguro no futuro.

A descoberta pode ajudar no desenvolvimento de tratamentos para doenças genéticas e problemas em órgãos como cérebro e coração. Porém, o avanço também gera discussão entre especialistas sobre os limites da ciência ao mexer diretamente no material genético humano.

A síndrome de Down é uma condição genética causada por uma cópia extra do cromossomo 21. Ela pode afetar o desenvolvimento da pessoa, mas não impede que crianças, jovens e adultos estudem, trabalhem e tenham qualidade de vida.

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