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Educação
PROTESTOS

USP: Estudantes se rebelam e querem aumento de 1000 reais na bolsa-auxílio

Marianna Carvalho

Estudantes da Universidade de São Paulo ocuparam, nesta quinta-feira (7), o prédio da reitoria na Cidade Universitária, na zona oeste da capital paulista, durante a greve estudantil que já ultrapassa três semanas. O protesto foi motivado pela insatisfação dos alunos com o encerramento das negociações por parte da gestão do reitor Aluisio Segurado. Durante a mobilização, manifestantes bloquearam a entrada do prédio e um dos portões acabou derrubado no fim da tarde. A Polícia Militar foi chamada ao local.

De acordo com o Diretório Central dos Estudantes (DCE), a ocupação ocorreu após tentativas sem acordo com a administração da universidade. Entre as principais reivindicações está o aumento das bolsas de permanência estudantil. Os alunos pedem que o auxílio do Programa de Apoio à Formação e Permanência Estudantil (Papfe) passe dos atuais R$ 885 para cerca de R$ 1.804, valor equivalente ao salário mínimo paulista. A proposta apresentada pela USP prevê reajuste para R$ 912, com base na correção do IPC-FIPE.

Em nota oficial, a Pró-Reitoria de Inclusão e Pertencimento criticou a invasão e classificou o episódio como vandalismo, afirmando que a ação contraria os princípios democráticos da instituição. Já o DCE afirmou que a ocupação aconteceu de forma pacífica e defendeu a continuidade do diálogo. Atualmente, o Papfe atende mais de 17 mil estudantes em situação de vulnerabilidade social, e a universidade prevê investir R$ 461 milhões em assistência estudantil no orçamento de 2026.

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