Denúncias feitas por funcionários de uma unidade da Havan em Rondonópolis levaram o Ministério Público do Trabalho a entrar com uma ação judicial contra a empresa. Segundo a investigação, os empregados eram obrigados a permanecer em pé durante todo o expediente, inclusive nos períodos sem atendimento, sob risco de punição caso descumprissem a ordem.
A juíza Michelle Trombini Saliba afirmou que a prática desrespeita a Consolidação das Leis do Trabalho (CLT), que garante assentos para trabalhadores que exercem funções em pé. Na decisão, ela destacou que a permanência prolongada nessa posição pode causar problemas osteomusculares e comprometer a saúde e a capacidade laboral dos funcionários.
O MPT também pediu a condenação da empresa ao pagamento de R$ 500 mil por dano moral coletivo, além da manutenção das medidas impostas pela Justiça. O órgão argumenta que, por se tratar de uma empresa de grande porte com centenas de lojas no país, a correção das irregularidades é necessária para evitar que situações semelhantes ocorram em outras unidades.